China desenvolve tecnologia com poder de cortar internet global

A China revelou recentemente uma tecnologia capaz de cortar cabos submarinos fortificados em profundidades recordes, um avanço que pode redefinir o equilíbrio de poder no cenário global. Essa inovação tem implicações profundas para a comunicação e segurança internacional.

3/29/2025

Uma Ferramenta Revolucionária

O novo dispositivo desenvolvido pelo país utiliza um rebolo revestido de diamante que gira a 1.600 rotações por minuto, permitindo o corte de cabos submarinos a até 4.000 metros de profundidade. Como cerca de 95% do tráfego global de dados passa por essas infraestruturas, sua interrupção poderia causar colapsos nas comunicações e redes financeiras de diversas nações.

Aplicações e Preocupações

Embora a China tenha apresentado essa tecnologia como um recurso para salvamento civil e mineração submarina, o potencial uso militar dessa ferramenta levanta alertas internacionais. A possibilidade de cortar cabos em áreas estratégicas, como Guam — onde se localiza uma importante base militar dos Estados Unidos —, sugere que essa tecnologia pode ser utilizada em cenários de guerra híbrida e ciberconflitos.

Incidentes Suspeitos e a Corrida Tecnológica

Desde 2023, pelo menos 11 cabos submarinos foram danificados no Mar Báltico, levantando suspeitas sobre operações envolvendo China e Rússia. Paralelamente, Pequim investe fortemente em sua frota de submersíveis, que já é a maior do mundo, e iniciou a construção de uma estação subaquática a 2.000 metros de profundidade no Mar da China Meridional, consolidando sua influência na região.

Enquanto isso, os Estados Unidos enfrentam desafios para modernizar sua frota marítima e manter sua supremacia tecnológica. Com esse novo avanço, a China pode ter conquistado uma vantagem estratégica crucial no tabuleiro geopolítico global.

Essa tecnologia reforça o crescente domínio chinês sobre as infraestruturas críticas da comunicação mundial e evidencia a importância do controle sobre as profundezas do oceano na geopolítica moderna. O que esperar dos próximos capítulos desse embate pelo poder global?